Sobre o Projeto

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O objetivo do Projeto AeTrapp

é possibilitar o engajamento de comunidades no monitoramento de populações de mosquitos Aedes, vetores de zika, dengue, chikungunya e febre amarela urbana, no Brasil e demais países afetados pelas doenças. Para isso, estamos desenvolvendo uma solução que possibilitará a adaptação de ovitrampas, uma tecnologia já consolidada mas restrita ao uso por agentes de saúde, para sua utilização por cidadãos comuns.
As ovitrampas são iscas simples, que simulam um ambiente propício para a deposição de ovos de mosquitos do gênero Aedes. Consistem em vasos plásticos preenchidos com água onde uma paleta de madeira é parcialmente mergulhada, servindo de substrato para a oviposição. Tradicionalmente, o método depende de especialistas para a identificação e contagem dos ovos. O sistema AeTrapp consistirá em um aplicativo para Android e IOS que possibilitará aos voluntários tomar fotos de paletas dos locais que pretendem monitorar (casas, escolas, creches, etc) e enviá-las a um servidor. Neste, um software específico realizará a contagem automática do número de ovos presentes em cada amostra. Os dados, georreferenciados, serão disponibilizados em tempo real em um mapa aberto, onde a comunidade e agentes públicos poderão visualizar os focos de vetores, fazer comparativos de quantidades de mosquitos em diferentes localidades, analisar séries históricas e assim elaborar estratégias precisas e urgentes para o combate, priorizando as áreas mais críticas.

Andamento

O Projeto AeTrapp foi um dos 10 projetos selecionados para o Laboratório Ibero-Americano de Inovação Cidadã - LabicBr, promovido pela Secretaria Geral da Iberoamérica e Ministério da Cultura e realizado no Rio de Janeiro em novembro de 2015, onde teve seu desenvolvimento iniciado com o apoio de uma equipe de profissionais de diversos países iberoamericanos e de pesquisadoras e técnicos da Fiocruz do Rio de Janeiro.
O Projeto AeTrapp recebeu também em 2015 o Prêmio Inovapps, do Ministério das Comunicações, para o desenvolvimento do aplicativo para dispositivos móveis.
Posteriormente nos unimos ao WWF-Brasil. Assim fomos um dos dez vencedores do Desafio de Impacto Social Google Brasil 2016 e recebemos apoio da Fundação Oak.
Em novembro de 2016, em parceria com o Nosmove/Fiocruz-RJ, realizamos um grande experimento em campo em Manguinhos, no Rio de Janeiro/RJ, para comparar a performance de nossas armadilhas às ovitrampas tradicionais. A partir dos resultados desse experimento pudemos aperfeiçoar o desenho inicial da armadilha.
No momento uma equipe da Embrapa e IFSP (Campus São Carlos) estão finalizando o desenvolvimento do algoritmo para contagem automatizada de ovos, do aplicativo e do website para a fase piloto.
Em abril de 2017 realizaremos um piloto em campo, no município de Rio Branco-AC, em parceria com a Prefeitura Municipal de Rio Branco, Governo do Estado do Acre, UFAC e IFAC. Posteriormente, realizaremos os ajustes necessários e difundiremos a tecnologia para um público mais amplo.

Monitoramento cidadão de focos de mosquitos Aedes, transmissores de dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. Comunidades gerando dados para o combate aos mosquitos.

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